Há mais de doze anos que regresso à voz de Fiona Apple. Primeiro, Tidal - levei-o para o carro e gostavao de o ouvir sozinha, uma e outra e ainda outra vez, o livrinho das letras dentro do porta-luvas e parada num lugar qualquer, a cantarolar. Dois anos depois, no transparente papel vermelho, When the Pawn Hits the Conflicts He Thinks like a King What He Knows Throws the Blows When He Goes to the Fight and He'll Win the Whole Thing 'Fore He Enters the Ring There's No Body to Batter When Your Mind Is Your Might So When You Go Solo, You Hold Your Own Hand and Remember That Depth Is the Greatest of Heights and If You Know Where You Stand, Then You'll Know Where to Land and If You Fall It Won't Matter, Cuz You Know That You're Right. Não mais a larguei. Juntas nos semáforos, sobrancelhas franzidas e fúria na voz, logo uma calma doçura a subir a avenida e já um lento piano à porta de casa. Em 2005, comprei Extraordinary Machine na Amazon, used - like new. Sim, eu sei: os downloads e o iPod, etc. Mas há alguns álbuns que apetece ter na gaveta, indiferentes à bateria fraca. Agora - este blog também serve para guardar as coisas de que gosto - Apple reinventa, tal como Nina Simone no player vermelho ali acima, uma canção de The Beatles. Há uma nova label e um vídeo mágico. Que falta cá faziam.
* - Fiona Apple - Paper Bag, adaptação livre